sexta-feira, 23 de abril de 2010

Pastel: democrático e saboroso


fonte: Getty Images

A delícia desta semana é o pastel. Lanche derivado da culinária chinesa, ele foi popularizado no Brasil, entretanto, pelos imigrantes japoneses. Isto se deu por ocasião da 2ª Guerra Mundial, quando os nipônicos, em busca de sustento, abriram pastelarias e se passaram por chineses, a fim de evitar a discriminação proveniente das posições políticas de seu país de origem.

Em terras tupiniquins, o pastel sofreu adaptações. Cada região do país tem suas especialidades, de acordo com o clima e os ingredientes locais. Aqui no Sul verifica–se a preferência por recheios quentes de carne ou chocolate. Visitamos lugares que variam das tradicionais pastelarias da rodoviária aos mais novos estabelecimentos do ramo. Devido à praticidade, é comum encontrar pasteis em lugares com bastante movimentação, onde o trânsito de pessoas é muito grande, como a rodoviária.
A Pastelaria Cacique, há 31 anos na rodoviária, passou de pai para filho e está sempre cheia de passageiros. É possível desembolsar pouco e comer bem. Vitor Vieira, dono do local, diz que o carro–chefe é o sabor carne com ovo picado, responsável por 90% das vendas. ‟Tudo é feito na hora”, enfatiza Vitor. Eronita Resende, moradora de Capão da Canoa e cliente do local há 25 anos, diz: ‟O atendimento é dez. A melhor pedida é pastel de carne com suco de laranja”.
Fora da rodoviaria há diversas pastelarias que investem em um conceito diferente nessa modalidade. O Cenoura Pasteis é uma delas. Sua sede na Av. Ipiranga com a Vicente da Fontoura tem quatro anos e uma clientela fixa. ‟Nosso público principal são famílias”, declara Fábio Franco, um dos donos do Cenoura. A pastelaria serve, aproximadamente, 34 sabores de pasteis, o formato é redondo, com 12 centímetros. A procura é maior pelos sabores de carne, portuguesa e o da casa (espinafre, cenoura, ricota, creme de cebola e catupiri), além da especialidade regional – pastel de coração. Dentre os doces, o excêntrico recheio de chocolate com M&M’s é uma particularidade do local. O Georges Pastel segue o mesmo conceito. Existe há três anos neste endereço, e tem público bastante variado. Segundo Raquel Lima, funcionária do local, tanto jovens quanto famílias frequentam o lugar, e o movimento é maior à noite. Ambos, pelo grande sucesso, já deixam os pasteis montados para a fritura.
Uma inovação importante é de autoria da rede Pastel com Borda, que, como o nome já diz, é um pastel com borda recheada de outro sabor. Com duas sedes, eles possuem serviço de tele–entrega e tamanhos variados. Uma ótima sobremesa é o prato Deus e o Diabo, que consiste em uma taça com duas bolas de sorvete e, espetado nelas, um pequeno pastel de brigadeiro.
A nutricionista Luciana Dias de Oliveira diz que é difícil definir o valor calórico de um pastel, porém, normalmente, varia de 500 a 800 calorias, dependendo dos ingredientes e da gordura usada para fritá–los. ‟É aconselhável comer, no máximo, uma vez a cada quinze dias algum tipo de fritura”, define Luciana.
O pastel é um lanche rápido, prático e versátil, abrangendo uma grande variedade de recheios. Fica aqui nossa dica de lanche da semana. Para mais informações, visualize nosso mapa logo abaixo.


Visualizar pasteis em um mapa maior

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Xis da Questão

Nada mais adequado para iniciar do que falar sobre uma das maiores especialidades gastronômicas do estado: o xis. Derivado do cheeseburger estadunidense, este lanche é um dos mais populares no ramo de fast food. Composto inicialmente por pão, carne e salada, o xis possui uma imensa gama de variações, desde o mais simples (o "xis salada") aos mais elaborados, como o de estrogonofe ou o de coração de galinha. Por sinal, o xis coração pode ser considerado o fast food tipicamente gaúcho. É por sua causa que as lanchonetes sulistas se tornaram um roteiro gastronômico para visitantes de fora do estado É só conhecer um pouco Porto Alegre para ver a quantidade de restaurantes e lancherias que servem-no. A maior concentração destes lugares está no bairro Cidade Baixa próximo ao centro da capital, conhecido pela agitada vida noturna.


O lugar mais representativo, quando se fala de xis, é o Cavanhas. Com seis sedes na cidade, o estabelecimento funciona há 25 anos. O sucesso se deve, principalmente, à eficiência no atendimento e o padrão de qualidade. O funcionário Silvano Stürmer, inclusive, afirmou que o serviço de tele-entrega foi suspenso por afetar a qualidade dos lanches. O público é, na maioria, composto por estudantes, o que não significa que uma grande parcela não seja fixa. "Além dos estudantes da capital, todos os anos temos novos frequentadores do interior, que vêm estudar aqui", disse Stürmer.


A aproximadamente duas quadras do Cavanhas, encontramos outro ponto tradicional da culinária urbana, o Speed Lanches. O estabelecimento serve unicamente xis e, segundo o funcionário Wilson da Silva, o próprio acompanhamento das batatas fritas não faz muito sucesso. Mais generoso no tamanho e com um preço ainda mais em conta, ele atrai os jovens, principalmente depois das festas. A informalidade do lugar é um ponto forte, tanto que é muito comum que os clientes falem diretamente com o chapista e incrementem seus pedidos. "Nos finais de semana, nós ficamos abertos até as seis da manhã e o movimento fica mais forte a partir das duas horas", afirma Wilson. A rede possui três estabelecimentos e serviço de tele-entrega.

Mesmo com os locais tradicionais, ainda há espaço para novos empreendimentos. Apostando em espaços mais amplos e grande variedade no cardápio, o Só Comes, na rua Lima e Silva, e o João de Barro, na rua da República, são boas opções. Em ambos os lugares há uma agradável área externa e por isso os clientes costumam escolher estes lugares para aproveitar a noite, e não somente pedir um lanche. Daniel Teixeira trabalha no Só Comes e destaca que, nas opções de xis, o mais famoso é o Big Só Comes (mistura de vários tipos de carnes e recheios). Já Giovani Casanelli, um dos proprietários do João de Barro, enfatiza: "Entre as muitas variedades de pratos, o xis tem boa saída. Mesmo não sendo nossa especialidade, ele é indispensável".

Guilherme Rodrigues, apreciador do xis porto-alegrense, aponta mais dois lugares importantes na lista de quem quer comer bem. "O Plutão, na Zona Norte, e o Tia Zefa, na Zona Leste, são ótimos para comer bem e gastar pouco". Agora é só escolher seu favorito!

Serviço:




Visualizar Xis em um mapa maior