terça-feira, 8 de junho de 2010

¡Hola, Uruguay!

Uma cidade que atrai diversos turistas porto-alegrenses todos os finais de semana e feriados é Rivera. A pequena cidade uruguaia é referência para aqueles que buscam comprar artigos importados por um preço muito mais barato e comer as delícias do país vizinho.

O Uruguai é um país com enorme tradição gastronômica e é reconhecido, principalmente pelos gaúchos, povo adorador das carnes, pela Parrillada. Este prato consiste, basicamente, em todas as partes do boi assadas sob brasa em uma trempe (espécie de grelha). Antigamente era um a refeição bastante simples, porém, com a carne e a lenha custando caro, o prato tornou-se parte da alta culinária uruguaia.

Como o nosso objetivo é dar dicas de onde alimentar-se bem, sem gastar muito, a melhor dica uruguaia é o Pancho. Um cachorro quente simples, composto de pão e salsicha, com queijo mussarela opcional, parece ser um lanche comum quando descrito, porém é uma delícia. Chega a ser inacreditável como algo tão “pobrinho” consiga ser tão gostoso. Para quem busca um Pancho barato, displicente, a melhor pedida é dar uma chegadinha bem na fronteira Uruguai – Brasil, mais precisamente no Parque Internacional, é comer um Pancho de uma das carrocinhas do local. Pablo Soarez, um dos adeptos do lanche, disse: “é uma delícia poder sair de uma festa e comer um Pancho de madrugada. É um lanche leve, mas que alimenta.” Outro lanche que, segundo Indio, dono do trailer El Indio, também no parque internacional, é uma das delícias fronteiriças é a A La Minuta. Trata-se da tradicional A La Minuta, já conhecida pelos porto-alegrenses, porém com um bife grosso e bem no ponto. Uma delícia.

Já para aqueles que preferem um ambiente aconchegante, a melhor pedida é a Confitería City, já conhecida pelos gaúchos fãs de um bom doce. Em um ambiente retrô, que lembra as antigas confeitarias européias, o local conta com os melhores doces uruguaios da fronteira oeste. Sem sombra de dúvida, qualquer lanche tem um gosto especial graças à atmosfera do lugar, com candelabros charmosos, e ótimo atendimento. As melhores pedidas são a media luna rellena, um croissant recheado com presunto e queijo frescos, o sandwich caliente, perfeito para aqueles que estão com uma fome um pouquinho maior, e o Pancho com mussarela, “exquisito”, delicioso, como diriam os hermanos.

Mas nem só de salgados vivem os turistas que passeiam pelo Uruguai. A melhor pedida de doce, sem dúvida, são os alfajores e bocaditos. A dica é comprar uma caixa de Bocadito e Alfajor Punta Ballena em uma das muitas “queserías”, casas de queijo, da rua Agraciada, e já garantir seu doce de leite Lapataia ou Conaprole. Se preferir um tradicional alfajor branco recheado de “dulce de leche”, envolto em coco ralado, a boa pedida é, novamente, a Confitería City. Jefferson Caetano destaca que os doces da confeitaria são bastante caros, porém, se, ao invés de comprar a unidade, pedir em maior quantidade e por quilo, sairá bem mais em conta. “Os doces têm um preço salgado, mas são muito bons. Estão sempre novinhos. O melhor de todos é o alfajor pequeno e a tortinha de maçã”, disse Caetano tomando mais um gole de seu capuccino.

A viagem Porto Alegre – Rivera, de ônibus, dura, em média, 7 horas. São 500 quilômetros.

Serviço:



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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Gosto de Infância

O post dessa semana remete a infância. Nas praças de Porto Alegre é possível se deparar com um tipo de gastronomia lúdica: algodão doce, pipoca e casquinha. Essas guloseimas nostálgicas fazem sucesso, principalmente, no mundo infantil; porém, muitos adultos se rendem a elas com lágrima nos olhos e com um sentimento de felicidade perdida no tempo.

Formado a partir de açúcar cristalizado e com mais de cem anos de historia, o algodão doce e uma iguaria que parece não sair de moda. Sua origem e incerta, assim como o ano exato de sua invenção. Mas o que pode-se afirmar sem medo de errar e que o algodão doce e uma das iguarias mais populares em feiras, praças, circos e ate em cinema. Seu aspecto de nuvem colorida atrai os olhos das crianças, que são fisgadas mais pela aparência do que pelo gosto da guloseima. Também esta entre os preferidos dos casais de namorados, ao lado da maca do amor.

Outra coisa que não pode faltar em nenhuma praça que se preze e um carrinho de pipoca. Difícil encontrar alguém que não goste dessa delicia proveniente do milho. Uma porção de pipoca combina com qualquer lugar, embora ela esteja mais ligada ao cinema. Nas praças, o pipoqueiro usa o estalar do milho a seu favor, pra atrair a clientela - e muitos pássaros, principalmente as pombas, que se alojam ao redor da barraca a espera de alguma migalha.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Os Gatos da Cidade

O churrasco é uma tradicional refeição gaúcha. Uma forma de apreciar esse delicioso prato é com um simples espetinho de "churrasquinho de gato."

Existem vários espalhados por toda a cidade, em diferentes pontos com diferentes estruturas mas com apenas uma intenção: fazer salivar qualquer taura metido a besta.

Um dos tradicionais churrasquinhos de Porto Alegre é o Churrasquinho do Zé, Localizado em uma calçada da Rua Lucas de Oliveira quase na esquina com a Felipe de Oliveira. José Antônio, dono do estabelecimento, trabalha sozinho e diz que sua clientela é bastante abrangente. Está nesse ponto há onze anos e trabalha das 17h até as 21h30min. Faz quatro tipos diferentes de espetos: carne, linguiça, coração e carne com linguiça. Segundo ele o mais pedido é o de carne, no entanto, as crianças são fãs do coração de galinha."Tem criança que traz a mãe aqui", garante Zé. Por um preço justo de R$ 2,50 por espetinho é difícil comer um só. Hélio Garcia, cliente de longa data do local, no fim do expediente passa no churrasquino do Zé para fazer uma pré-janta."O meu pedido é quase sempre o de linguiça", diz.

Outro bom espetinho da cidade é o Gato de Classe, já há seis anos no mercado. Com uma grande varidade de opções que vai de salsichão a filé mignon e em um ambiente amplo e fixo, esse estabelecimento aposta em um outro conceito. Mais refinado do que o normal o ambiente conta com uma TV para transmissão dos jogos e no inverno tem aquecedores para o conforto dos clientes. O dono do Gato de Classe, Marcelo Jauquin, diz que mantem o lugar por prazer e preza, principalmente, pela qualidade das carnes. Os preços variam de R$ 3,80 a 5,60. A maior saída é o espetinho de picanha. Assim como José Antônio, ele afirma que o seu público é muito abrangente. O Gato de Classe fica aberto das 16h até a meia noite e conta com dois funcionários.
Independente da escolha do local um churrasquinho de gato é sempre uma ótima pedida.


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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Matéria Colaborativa: Caxias não é só polenta

Por Lidiane Lill, 20 anos, estudante e moradora de Vale Real.

Caxias do Sul é uma cidade do interior, o que não significa que seja um fim de mundo. A cidade é a segunda maior do estado em população, ficando atrás apenas de Porto Alegre. Com índices de cidade grande, Caxias do Sul oscila entre a tradição dos mais antigos e a descontração dos mais jovens. Há quem pense que aqui só se come massa e polenta, mas não faltam opções para quem quiser comer lanches rápidos, baratos e bem gordurosos.

Um lugar legal, quando se fala em comida rápida, é a lancheria La Gringa, no centro da cidade. Apesar de pequeno, o local oferece todo tipo de lanches, servidos para um público diversificado. O bauru La Gringa é a especialidade da casa.

Também no Centro, não muito longe dali, está o Belvedere Lanches. Mais descontraído, lá encontramos desde famílias que trocam o jantar de casa por um lanchinho mais básico, até jovens que fazem do lugar uma espécie de aquecimento para festas. O local é amplo e as noites de sábado e de sexta são movimentadas, como conta o garçom Lucas Pasini: “Dia de semana é mais tranqüilo, sempre tem gente, mas dá pra dar conta do recado tranquilamente. Já no final de semana a gente tem que correr bastante para atender todo mundo”. O Belvedere Lanches conta com um variado cardápio de lanches: bauru, cachorro-quente, torrada, xis e doces. Para beber, a lancheria conta com refrigerantes, sucos e cervejas.

Outra opção para quem quer comer bem é o Tonikus Lanches, que funciona diariamente até as 23h. O lugar consegue ser grande e aconchegante ao mesmo tempo. Os preços são acessíveis, o atendimento ágil e lá é servido um dos melhores xis da cidade, na opinião de muitos clientes. “Não sei se é o melhor de toda Caxias do Sul, mas com certeza é o melhor que eu já comi”, disse o agricultor Carlos Dallegrave, enquanto aguardava os pedidos dele e de sua família, que concordou com a afirmação de Dallegrave.

Então, se for por falta de bons lugares para comer e se divertir, não deixe de visitar Caxias do Sul!


Serviço:


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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Pastel: democrático e saboroso


fonte: Getty Images

A delícia desta semana é o pastel. Lanche derivado da culinária chinesa, ele foi popularizado no Brasil, entretanto, pelos imigrantes japoneses. Isto se deu por ocasião da 2ª Guerra Mundial, quando os nipônicos, em busca de sustento, abriram pastelarias e se passaram por chineses, a fim de evitar a discriminação proveniente das posições políticas de seu país de origem.

Em terras tupiniquins, o pastel sofreu adaptações. Cada região do país tem suas especialidades, de acordo com o clima e os ingredientes locais. Aqui no Sul verifica–se a preferência por recheios quentes de carne ou chocolate. Visitamos lugares que variam das tradicionais pastelarias da rodoviária aos mais novos estabelecimentos do ramo. Devido à praticidade, é comum encontrar pasteis em lugares com bastante movimentação, onde o trânsito de pessoas é muito grande, como a rodoviária.
A Pastelaria Cacique, há 31 anos na rodoviária, passou de pai para filho e está sempre cheia de passageiros. É possível desembolsar pouco e comer bem. Vitor Vieira, dono do local, diz que o carro–chefe é o sabor carne com ovo picado, responsável por 90% das vendas. ‟Tudo é feito na hora”, enfatiza Vitor. Eronita Resende, moradora de Capão da Canoa e cliente do local há 25 anos, diz: ‟O atendimento é dez. A melhor pedida é pastel de carne com suco de laranja”.
Fora da rodoviaria há diversas pastelarias que investem em um conceito diferente nessa modalidade. O Cenoura Pasteis é uma delas. Sua sede na Av. Ipiranga com a Vicente da Fontoura tem quatro anos e uma clientela fixa. ‟Nosso público principal são famílias”, declara Fábio Franco, um dos donos do Cenoura. A pastelaria serve, aproximadamente, 34 sabores de pasteis, o formato é redondo, com 12 centímetros. A procura é maior pelos sabores de carne, portuguesa e o da casa (espinafre, cenoura, ricota, creme de cebola e catupiri), além da especialidade regional – pastel de coração. Dentre os doces, o excêntrico recheio de chocolate com M&M’s é uma particularidade do local. O Georges Pastel segue o mesmo conceito. Existe há três anos neste endereço, e tem público bastante variado. Segundo Raquel Lima, funcionária do local, tanto jovens quanto famílias frequentam o lugar, e o movimento é maior à noite. Ambos, pelo grande sucesso, já deixam os pasteis montados para a fritura.
Uma inovação importante é de autoria da rede Pastel com Borda, que, como o nome já diz, é um pastel com borda recheada de outro sabor. Com duas sedes, eles possuem serviço de tele–entrega e tamanhos variados. Uma ótima sobremesa é o prato Deus e o Diabo, que consiste em uma taça com duas bolas de sorvete e, espetado nelas, um pequeno pastel de brigadeiro.
A nutricionista Luciana Dias de Oliveira diz que é difícil definir o valor calórico de um pastel, porém, normalmente, varia de 500 a 800 calorias, dependendo dos ingredientes e da gordura usada para fritá–los. ‟É aconselhável comer, no máximo, uma vez a cada quinze dias algum tipo de fritura”, define Luciana.
O pastel é um lanche rápido, prático e versátil, abrangendo uma grande variedade de recheios. Fica aqui nossa dica de lanche da semana. Para mais informações, visualize nosso mapa logo abaixo.


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sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Xis da Questão

Nada mais adequado para iniciar do que falar sobre uma das maiores especialidades gastronômicas do estado: o xis. Derivado do cheeseburger estadunidense, este lanche é um dos mais populares no ramo de fast food. Composto inicialmente por pão, carne e salada, o xis possui uma imensa gama de variações, desde o mais simples (o "xis salada") aos mais elaborados, como o de estrogonofe ou o de coração de galinha. Por sinal, o xis coração pode ser considerado o fast food tipicamente gaúcho. É por sua causa que as lanchonetes sulistas se tornaram um roteiro gastronômico para visitantes de fora do estado É só conhecer um pouco Porto Alegre para ver a quantidade de restaurantes e lancherias que servem-no. A maior concentração destes lugares está no bairro Cidade Baixa próximo ao centro da capital, conhecido pela agitada vida noturna.


O lugar mais representativo, quando se fala de xis, é o Cavanhas. Com seis sedes na cidade, o estabelecimento funciona há 25 anos. O sucesso se deve, principalmente, à eficiência no atendimento e o padrão de qualidade. O funcionário Silvano Stürmer, inclusive, afirmou que o serviço de tele-entrega foi suspenso por afetar a qualidade dos lanches. O público é, na maioria, composto por estudantes, o que não significa que uma grande parcela não seja fixa. "Além dos estudantes da capital, todos os anos temos novos frequentadores do interior, que vêm estudar aqui", disse Stürmer.


A aproximadamente duas quadras do Cavanhas, encontramos outro ponto tradicional da culinária urbana, o Speed Lanches. O estabelecimento serve unicamente xis e, segundo o funcionário Wilson da Silva, o próprio acompanhamento das batatas fritas não faz muito sucesso. Mais generoso no tamanho e com um preço ainda mais em conta, ele atrai os jovens, principalmente depois das festas. A informalidade do lugar é um ponto forte, tanto que é muito comum que os clientes falem diretamente com o chapista e incrementem seus pedidos. "Nos finais de semana, nós ficamos abertos até as seis da manhã e o movimento fica mais forte a partir das duas horas", afirma Wilson. A rede possui três estabelecimentos e serviço de tele-entrega.

Mesmo com os locais tradicionais, ainda há espaço para novos empreendimentos. Apostando em espaços mais amplos e grande variedade no cardápio, o Só Comes, na rua Lima e Silva, e o João de Barro, na rua da República, são boas opções. Em ambos os lugares há uma agradável área externa e por isso os clientes costumam escolher estes lugares para aproveitar a noite, e não somente pedir um lanche. Daniel Teixeira trabalha no Só Comes e destaca que, nas opções de xis, o mais famoso é o Big Só Comes (mistura de vários tipos de carnes e recheios). Já Giovani Casanelli, um dos proprietários do João de Barro, enfatiza: "Entre as muitas variedades de pratos, o xis tem boa saída. Mesmo não sendo nossa especialidade, ele é indispensável".

Guilherme Rodrigues, apreciador do xis porto-alegrense, aponta mais dois lugares importantes na lista de quem quer comer bem. "O Plutão, na Zona Norte, e o Tia Zefa, na Zona Leste, são ótimos para comer bem e gastar pouco". Agora é só escolher seu favorito!

Serviço:




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sexta-feira, 19 de março de 2010

Bienvenidos!

Quem nunca se rendeu aos prazeres de um bom e engordurado pastel de guizado com um ovo inteiro dentro? Ou um cachorro-quente com três salsichas e todos os molhos possíveis? Quiçá um belo churros para adoçar uma tarde ensolarada? Pois sinta-se à vontade! Aqui você encontrará as melhores opções e dicas acerca deste nicho gastrônomico que não para de crescer, além de elucidar suas dúvidas quanto à procedência e as possíveis consequências de uma tradicional dieta trash. Bom apetite!